29.9.16

Biografia de Dante Alighieri

Quando eu tinha 7 anos, meus pais, muito generosamente, me deram a opção de escolher o colégio que eu gostaria de estudar (dentre 3 opções que eles haviam previamente escolhido). Sem, "aparentemente", ter um critério ou motivo, escolhi o Colégio Dante Alighieri. 
E assim se passaram 32 anos....
O motivo apareceu na minha formação em Aconselhamento Biográfico em 2012 quando tive que escolher uma personalidade que deixou um legado para a humanidade para fazer minha monografia. 
E aí foi o momento "Aha!!". Só havia uma pessoa que eu poderia escolher: Dante Alighieri!
Desde então, comecei uma viagem muito especial ao ano de 1300, à Itália e, em especial à Toscana, à Escolástica e, claro, à Divina Comédia. Muito lentamente, fui degustando essa obra enquanto me aprofundava na biografia do autor.
Fiz muitas descobertas, embora saiba que ainda existam tantas outras a serem feitas. Sabe quando você encontra um tema que vai te acompanhar o resto da vida? Então, eu o escolhi aos 7 anos e ele vai ficar comigo para a eternidade! Essa é uma das poucas certezas que tenho na vida.
Escrevi dois artigos: um sobre a biografia do Dante e outro sobre a Divina Comédia, ambos na perspectiva da Antroposofia.
Como não caibo em mim de contentamento por essas descobertas, compartilho com vocês, neste post, o artigo sobre Dante.
Espero que essa breve pesquisa, leve cada um de vocês a conhecer um pouco mais sobre esse homem e sua época e, que isso, seja só o começo de uma grande aventura!
Para acessar o artigo em pdf, vá até o meu site!

Dante Alighieri por Giotto



21.7.16

Como encontrar atendimento psicológico com preço acessível?

Considerando o atual cenário do país e as dificuldades financeiras de inúmeras famílias, compartilho com vocês alguns locais que oferecem atendimento psicológico gratuito ou com preço acessível para a comunidade - são as Clínicas-Escolas!

As principais universidades que oferecem curso de Psicologia, também oferecem esse serviço. Vejam alguns exemplos:
Encontrei também esse arquivo do Sedes que disponibiliza nome, endereço e contato de várias Clínicas-Escolas no Estado de SP. Clique aqui.

Além disso, a ABMA (Associação Brasileira de Medicina Antroposófica) também oferece consultas e/ou atendimentos terapêuticos em várias práticas fundamentadas na antroposofia com valores acessíveis. Clique aqui.

A psicoterapia é um recurso fundamental para as pessoas que querem aprofundar o conhecimento de si mesmas e buscar uma vida emocional mais saudável. Para desmistificar o que é a psicoterapia, compartilho o vídeo abaixo da "The School of Life".

Bom proveito!!

6.5.16

O que o jovem quer saber sobre a inserção no mercado de trabalho

Em abril/16, tive a honra de participar da VIII Jornada de Química e IV Jornada de Engenharia Química, realizada na Universidade do Sagrado Coração (USC) em Bauru/SP.

Realizei uma palestra para mais de 50 estudantes. Todos eles, ávidos por informações sobre como ingressar no mercado de trabalho.

Abordei 3 questões que são chave: o autoconhecimento, o propósito ou projeto de vida e os objetivos e metas decorrentes. 

Destaquei também a importância de se pensar a ética e suas aplicações no dia a dia - elemento fundamental e prioritário quando as empresas vão buscar profissionais, conforme pesquisa da McKinsey on Society (com o título "Education to Employment: designing a system that works").

Além disso, compartilhei algumas dicas sobre processos seletivos e mercado de trabalho considerando minha experiência de 15 anos em Recursos Humanos.

Para quem quiser conhecer um pouco mais, os estudantes de jornalismo da USC disponibilizaram a entrevista comigo aqui (obrigada Wesley Contiero e equipe)!

26.11.15

Você ousa sonhar?



Compartilho com vocês um vídeo sobre os desafios que enfrentamos quando decidimos fazer algo novo.

Sair da zona de conforto nem sempre é fácil.

Aliás, para muita gente é como entrar na "zona de pânico", como diz o autor do livro “¿Te Atreves A Soñar?", Matti Hemmi. No entanto, são nessas situações que, geralmente, aprendemos mais.

O vídeo ilustra de maneira rápida e criativa essas situações. Tem sido um bom recurso para usar em reuniões e palestras.

Para quem quiser saber mais sobre a teoria desenvolvida por Hemmi, acesse www.TeAtrevesASoñar.com

Aproveitem!

30.10.15

O Poder da Empatia



Compartilho com vocês um vídeo sobre o Poder da Empatia baseado nos estudos de Brene Brown. 

Ela nos inspira a sermos mais empáticos em nossas relações e também esclarece a diferença entre empatia e simpatia.

É um vídeo curto mas bem didático! Aproveitem!!



7.10.15

Tecnologia e Humanidade (palestra The School of Life)

Compartilho com vocês uma palestra da David Baker, editor da revista Wired, dada pela "The School of Life" em nov/2013 no Brasil.
Acho o conteúdo bem atual e com reflexões e dados que nos fazem refletir sobre o impacto da tecnologia e seu uso em nossas vidas. David deu uma palestra objetiva e didática. Tentei colocar aqui tudo o que ele falou (inclusive com referências de livros e autores que ele utilizou para seus argumentos). Espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei de assistir!

Temas abordados na palestra:
  •  A tecnologia irá customizar nossos hábitos e nós ficamos com o “resto de nossas vidas”
  •  A provocação é: porque não acessamos nosso sistema operacional – o cérebro – antes de acessar um app  no celular?
  • O Desafio: Unir o humano com o poder da tecnologia
Quais são os 6 elementos que surgem com o uso excessivo da tecnologia em nossas vidas?

1.       Nós perdemos nosso poder pessoal
·         Hoje, na rede, é compartilhado 40 exabytes por mês. Para termos uma ideia, 5 exabyte é o número de palavras que nunca foram ditos em toda a história da humanidade. E, nesse sentido, perdemos qualquer corrida com as gigantes empresas de big data.
·         Outro exemplo: muitos de nós utilizamos o smartphone como despertador. Como isso impacta nossas vidas? Quando acordamos, ainda estamos entre o estado de meia consciência, um torpor onde o cérebro ainda está “acordando”. Quando já despertamos com o celular e na mesma tela do horário vemos nossa agenda e compromissos do dia, isso interrompe a percepção e possibilidade de insigths gerados pelo sono por preocupação.
·         Muito possivelmente, os jovens de hoje serão muito mais ansiosos devido ao exagero do uso da tecnologia e velocidade de resposta que se espera do mundo.
·         Temos que ter cuidado para que a tecnologia não se transforme num vício, pois ela tem características muito parecidas (repetição de reforços e recompensas)
·         Precisamos ajudar as pessoas a desenvolver a habilidade de colocar cada coisa em seu devido lugar

2.       Nós perdemos o poder da lentidão
  •  Entramos numa corrida que nunca vamos vencer
  • O “juízo” vem da reflexão, daquilo que nos dá tempo para pensar
  •   Nós criamos um mundo que espera resultados instantâneo de nós mesmos.
  •  Precisamos recultivar o pensamento lento 
3.       Nos desvalorizamos o pensamento complicado
·         A internet ameaça a especulação
·         O pensamento lento pode levar à resposta e hoje, muitas vezes, a tecnologia nos impede de praticar esse tipo de pensamento – citação de um exemplo do livro Thinking Fast and Slow de Daniel Kaheman

4.       Nós nos tornamos estreitos em nosso pensamento
·         A questão de estar o tempo todo no modo “on”, nos coloca numa bolha, onde estamos em contato com pessoas que pensam como nós (seja nossos amigos no facebook, nossos contatos no twitter, etc)
·         Pois justamente uma vantagem do mundo real é que podemos encontrar “estranhos”, podemos nos surpreender porque os acontecimentos off line não estão sob nosso controle.
·         Nesse sentido, a tecnologia nos faz ficar numa  zona de conforto
·         Temos que resgatar o casual, o fortuito, a observação aleatória

5.       Nós perdemos a alegria à imperfeição       
·         Citação do livro: The Craftsman (O Artesão) de Richard Sennett
·         Devemos ressaltar a importância de ser meticuloso, cuidadoso, o artesão da palavra precisa de tempo

6.       Nós perdemos a nossa privacidade
·         A interconectividade só funciona se compartilhamos informações e nós ainda não temos ideia de como a indiferença entre vida privada e vida pública irá atingir nossas vidas
·         Já há estudos que conseguem mapear com quase 100% de acerto, a raça, sexo, preferências e faixa etária, só considerando os “likes” que damos nas redes sociais.
·         Perdemos a noção de como os encontros presenciais são importantes e tem uma qualidade diferente daqueles on line

Conclusão:

David cita o livro: Drive (O que nos motiva) de Daniel H. Pink. O vídeo abaixo é baseado nesse livro: RSA Animate - Drive: The surprising truth about what motivates us (http://www.youtube.com/watch?v=u6XAPnuFjJc)

O livro é citado para ilustrar a fala do palestrante sobre a complexidade de como funciona o ser humano, principalmente quando se fala de atividades que exigem pensamentos abstratos (o que praticamente é o que acontece nas grandes empresas).

O livro ressalta que as pessoas buscam recompensas que vão além do dinheiro e que são motivas pela perspectiva de atuar com autonomia, da busca da maestria naquilo que fazem e no propósito ou finalidade daquilo que fazem. 

Como reduzir o poder da tecnologia em nós?

1º) Retrair
- Podemos e devemos nos “afastar” da tecnologia, criar “sabáticos” sem tecnologia, desprogramar as notificações que colocamos em nossos celulares (exemplo de uma empresa que proibiu as pessoas de trocarem e-mails às sextas-feiras e verificou aumento de produtividade e felicidade entre seus empregados). 
- Devemos ter autonomia no uso da tecnologia e colocá-la à nossa serviço
- Temos que redescobrir as pessoas ao nosso redor

2º ) Refletir
- Usar o tempo livre para nos relacionarmos com o mundo real, o mundo externo, conversar cara a cara, nos deixar surpreender com as diferenças entre os seres humanos, com a diversidade

3º) Regressar
- Precisamos voltar a usar a tecnologia como usuários e não como escravos: primeiro, vamos ver o que queremos fazer e depois utilizamos a tecnologia
- A lentidão é o início de tudo: vamos seguir na jornada da vida com a tecnologia e não contra ela.

28.9.15

O que são crises de desenvolvimento e como lidar com elas?

Para falar sobre crises de desenvolvimento, gosto de começar pela imagem do homem pós-moderno apresentada pelo sociólogo Zygmunt Bauman:

O homem pós-moderno está constantemente andando sobre um lago congelado. Sim, é possível andar sobre uma fina camada de gelo, mas é necessário estar em constante movimento. Caso contrário, quando esse homem fica muito tempo parado no mesmo lugar, a fina camada se rompe e o homem cai no lago congelado. O que seria seu fim.

Podemos usar essa metáfora para pensar que as crises de desenvolvimento, são aqueles momentos em que ficamos paralisados e, por vezes, por esse motivo, caímos no lago congelado.

As crises de desenvolvimento nos levam, inicialmente, para o mundo da dor, da solidão, do desespero, da total perda de referências. Elas ocorrem quando algo se rompe em nosso caminho. É como se abrisse um buraco no chão, bem na nossa frente e não houvesse escapatória.

As crises são de diferentes naturezas: físicas ou psicológicas. São caraterizadas por aqueles momentos em que ocorrem mudanças estruturais importantes em um determinado ponto de nossa vida.

As crises biológicas ou físicas estão relacionadas com os desafios do nosso corpo entre atingir seu ponto máximo de maturação e do seu declínio, até a morte.

As crises psicológicas ocorrem na interação entre o indivíduo e o mundo externo, nessa relação, é colocado à prova nosso sistema de crenças e valores, nosso modo de atuar, como lidamos com os sentimentos. E como nós lidamos com as respostas do mundo.
Pois estamos justamente numa época onde não há ser humano sem crise.

Mas isso é muito bom, pois coloca todos nós no mesmo patamar. Somos chamados à prova a todo instante e o desafio que se impõe é ter que fazer as próprias escolhas e sermos totalmente responsáveis por elas.

Quando enfrentamos uma crise, nossa tarefa é perguntar: o que ela está querendo me dizer?

Temos que ficar alertas para perceber as incoerências dos nossos pensamentos, sentimentos e ações. Geralmente, as crises ocorrem quando essas três dimensões humanas estão desorganizadas, desalinhadas.

Quando tomamos decisões que não levam em conta a clareza de nosso pensar, sentir e agir, geralmente, não vamos muito longe, pois essas decisões tendem a ser pouco sustentáveis ao longo do tempo.

Então, desenvolver um autoconhecimento cada vez mais profundo e buscar uma atuação ética, já que não estamos sozinhos no mundo, são elementos chave para não nos deixarmos paralisar diante uma crise. Caso contrário, o buraco no lago congelado nos engole.

Seguir com confiança e coragem para enfrentar o mundo e a nós mesmos é tarefa de todos nós!